15 de novembro de 2009
7 de novembro de 2009
bird
para hoje já não desejo mais as palavras
não desejo aquele velho desejo
gostaria de poder sentir a essência da intensidade novamente
sentir o calor do círculo que emana
ver a cor do corpo que ama
ter a ti em mim
e a mim em ti
hoje já não há mais tempo que se possa esperar
pois o clamor da urgência é irrefutável
assim como o meu corpo instável
em busca de ti

----------------------------------------------------------------------
1. leiam Mariana Alcoforado e as suas "Cartas Portuguesas". Depois se questione sobre o que é amor..rs
2. Mudo de opinião e não tenho vergonha
3. Conservo a opinião e sou teimosa mesmo. han!
4. O desenho é meu mesmo (caneta nanquim e photoshop)
5. Jorge Ben me anima.
não desejo aquele velho desejo
gostaria de poder sentir a essência da intensidade novamente
sentir o calor do círculo que emana
ver a cor do corpo que ama
ter a ti em mim
e a mim em ti
hoje já não há mais tempo que se possa esperar
pois o clamor da urgência é irrefutável
assim como o meu corpo instável
em busca de ti

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1. leiam Mariana Alcoforado e as suas "Cartas Portuguesas". Depois se questione sobre o que é amor..rs
2. Mudo de opinião e não tenho vergonha
3. Conservo a opinião e sou teimosa mesmo. han!
4. O desenho é meu mesmo (caneta nanquim e photoshop)
5. Jorge Ben me anima.
29 de outubro de 2009
talvez, um ponto de vista. rs
eu não me importo que você seja assim, mártir dilacerado.
sinceramente não me importo.
não ligo se você capina os seus cabelos para chocar a si mesmo
se você se machuca para poder se acostumar com a dor
o mundo é deveras pesado para alguns seres
quando vi sua beleza, soube admirá-la, mesmo com todas as angústias que a são intrínsecas
soube admirar a sua harmonia sem mesmo a conhecere
quem se importa?
e quem se conhece?
nem ao certo sei quem sou!
pra mim não importa se você é leve como pena e eu fixa como as raízes de um cajueiro
que você mesmo amedrontado pelos traumas da vida, faz ocultar-se em fantasias
e eu, calar-me
eu, sinceramente, não me importo, pois sei que os seus motivos são verdadeiros e necessários para ti.
era isso o que eu queria dizer e não consegui. e não consigo.
palavras não fazem sentido. não sei usá-las...
nesse momento, me utilizo delas, pois são a única forma de me expressar. acredite.
não lhe tenho garantias, não posso dizer que também flutuarei por nuvens fantasiosas para negar a densa realidade
mas, tudo o que tenho, acredite, são sutis percepções demasiadamente abstratas para poderem ser descritas, mas essencialmente reais para poder negá-las
ofereço a ti sensações e a minha mais intensa e presente presença
o resto, só você pode fazer.
hoje, já não há mais sentido em fugir.
a elevação em demasia suspende, a realidade conduz, basta saber entendê-la.
não seja tão duro. afinal, é só uma forma de enxergar... a ti posso cheirar cocaína, a quem não a conhece, folha de coca.
é apenas o estado da matéria que define a sua descrição. a essência é sempre uma.
sinceramente não me importo.
não ligo se você capina os seus cabelos para chocar a si mesmo
se você se machuca para poder se acostumar com a dor
o mundo é deveras pesado para alguns seres
quando vi sua beleza, soube admirá-la, mesmo com todas as angústias que a são intrínsecas
soube admirar a sua harmonia sem mesmo a conhecere
quem se importa?
e quem se conhece?
nem ao certo sei quem sou!
pra mim não importa se você é leve como pena e eu fixa como as raízes de um cajueiro
que você mesmo amedrontado pelos traumas da vida, faz ocultar-se em fantasias
e eu, calar-me
eu, sinceramente, não me importo, pois sei que os seus motivos são verdadeiros e necessários para ti.
era isso o que eu queria dizer e não consegui. e não consigo.
palavras não fazem sentido. não sei usá-las...
nesse momento, me utilizo delas, pois são a única forma de me expressar. acredite.
não lhe tenho garantias, não posso dizer que também flutuarei por nuvens fantasiosas para negar a densa realidade
mas, tudo o que tenho, acredite, são sutis percepções demasiadamente abstratas para poderem ser descritas, mas essencialmente reais para poder negá-las
ofereço a ti sensações e a minha mais intensa e presente presença
o resto, só você pode fazer.
hoje, já não há mais sentido em fugir.
a elevação em demasia suspende, a realidade conduz, basta saber entendê-la.
não seja tão duro. afinal, é só uma forma de enxergar... a ti posso cheirar cocaína, a quem não a conhece, folha de coca.
é apenas o estado da matéria que define a sua descrição. a essência é sempre uma.
27 de outubro de 2009
a anemia do mundo
Sh.
silêncio
-------------------------------- ECO
o eco do silêncio ecoa
embora aqui dentro, garoa.
Não só pela ausência de um Ti,
mas pela imensidão perdida em Si.
encontrar-se é descobrir-se mudo
calar-se é um estado de anemia da alma.
O corpo mudo ecoa a anemia silenciosa do mundo
pingo
pingo
pingo
sem possibilidades de um fim
silêncio
-------------------------------- ECO
o eco do silêncio ecoa
embora aqui dentro, garoa.
Não só pela ausência de um Ti,
mas pela imensidão perdida em Si.
encontrar-se é descobrir-se mudo
calar-se é um estado de anemia da alma.
O corpo mudo ecoa a anemia silenciosa do mundo
pingo
pingo
pingo
sem possibilidades de um fim
25 de setembro de 2009
16 de agosto de 2009
sertão. sol. letra. telha. amor e barro.
dia 27 de maio de 1984, ela avistara pela primeira vez o seu futuro esposo. tinha apenas 7 anos, mas já sabia que aquele seria seu único e grande amor para toda a vida. passou todos os dias que viriam a frente até o dia de seu casamento a bordar, escrever e esperar o seu véio.
escrever poemas e histórias sobre o seu futuro amor era a sua atividade diária mais esperada, e assim foi até o dia de seu casamento. passava horas a imaginar como seria sua vida de casada, os seus filhos, netos e bisnetos, depois transcrevia todas as suas emoções e certezas para algum papel que encontrasse. guardava todas as suas anotações feitas com esmero e paciência em uma caixinha de madeira no fundo de seu armário e ficava a pensar nelas como se fossem uma recordação de algo que ainda nem acontecera.
casou-se aos 16 anos, ele tinha pouco mais. moraram durante um curto período numa casinha simples emprestada pelo pai do noivo, enquanto construíam a mais bonita casa que a cidade viria a ter.durante os dias, ele subia as paredes da casinha com os tijolos que sua véia fazia. aplicava todo o seu cuidado colocando tijolo a tijolo, e pensava estar pondo pequenas partes de si mesmo naquele abrigo do amor. a cada metro levantado sentia mais orgulho do que fizera, e então, continuava o seu trabalho mais empenhado e feliz.
durante a noite, após a higiene, ela acendia a lamparina na varanda da casa e lia novamente um poema por noite para relembrar dos sentimentos que jamais esquecera. logo ao amanhecer, quando iniciava os seu trabalho, carregava junto a si alguns dos antigos escritos presos nas ancas e caminhava durante horas para ir a beira do riacho colher barro para fazer as telhas e os tijolos da sua futura casa. voltava com as latas de barro, colocava-o na forma para fazer a matéria prima de seu abrigo. fazia nada mais que amor.
quando o barro ainda molhado, transcrevia suas cartas para as telhas e tijolos, como quem inscreve toda sua história e das suas futuras gerações para todo o mundo ver e aprender com o verdadeiro sentimento de pureza. fazia desenhos e escrevia, pintava e completava as telhas com todo empenho e fidelidade. sabia estar escrevendo o passado o presente e o futuro, todos os tempos de forma imutável.
a casa ficara pronta meses depois. os sentimentos de calor humano transpassados para o telhado e paredes da morada eram intensificados pela energia solar. no corpo ela já se faz latente, mas quando permite-se que ela entre em contato com o espiritual, torna-se evidente e pulsante. Mais bela que qualquer compreensão humana.
escrever poemas e histórias sobre o seu futuro amor era a sua atividade diária mais esperada, e assim foi até o dia de seu casamento. passava horas a imaginar como seria sua vida de casada, os seus filhos, netos e bisnetos, depois transcrevia todas as suas emoções e certezas para algum papel que encontrasse. guardava todas as suas anotações feitas com esmero e paciência em uma caixinha de madeira no fundo de seu armário e ficava a pensar nelas como se fossem uma recordação de algo que ainda nem acontecera.
casou-se aos 16 anos, ele tinha pouco mais. moraram durante um curto período numa casinha simples emprestada pelo pai do noivo, enquanto construíam a mais bonita casa que a cidade viria a ter.durante os dias, ele subia as paredes da casinha com os tijolos que sua véia fazia. aplicava todo o seu cuidado colocando tijolo a tijolo, e pensava estar pondo pequenas partes de si mesmo naquele abrigo do amor. a cada metro levantado sentia mais orgulho do que fizera, e então, continuava o seu trabalho mais empenhado e feliz.
durante a noite, após a higiene, ela acendia a lamparina na varanda da casa e lia novamente um poema por noite para relembrar dos sentimentos que jamais esquecera. logo ao amanhecer, quando iniciava os seu trabalho, carregava junto a si alguns dos antigos escritos presos nas ancas e caminhava durante horas para ir a beira do riacho colher barro para fazer as telhas e os tijolos da sua futura casa. voltava com as latas de barro, colocava-o na forma para fazer a matéria prima de seu abrigo. fazia nada mais que amor.
quando o barro ainda molhado, transcrevia suas cartas para as telhas e tijolos, como quem inscreve toda sua história e das suas futuras gerações para todo o mundo ver e aprender com o verdadeiro sentimento de pureza. fazia desenhos e escrevia, pintava e completava as telhas com todo empenho e fidelidade. sabia estar escrevendo o passado o presente e o futuro, todos os tempos de forma imutável.
a casa ficara pronta meses depois. os sentimentos de calor humano transpassados para o telhado e paredes da morada eram intensificados pela energia solar. no corpo ela já se faz latente, mas quando permite-se que ela entre em contato com o espiritual, torna-se evidente e pulsante. Mais bela que qualquer compreensão humana.
29 de julho de 2009
a comilança desenfreada dos pútridos abutres
Carcará, pega, mata e come.
assim, simples, porque carcará é bicho do mal e valentão e não quer saber de tua desgraça não
carcará vai engolir tudo o que houver nessse mundo, as pestes, as vestes e os ventres
mas carcará é bicho malvado, que judeia de mim e dos pintados
peço que chegue logo esse fim, pois eu já estou estrupiado
hoje o sangue pulsa sem parar e anseia o fim que não quer cessar... Carcará
pega
mata
come
13 de julho de 2009
para um certo (NADA)
uma delicada visão
aéreo como nuvem
desejei penetrar nas entranhas, e asssim como o ar
misturar-se.
mais do que amor
contagiei-me pela sua admirável calma
dissimulada em seu agressivo (NADA)
------------------------------------------------------
só para relembrar o que não se pode esquecer, o que este ser mundano ainda não pode compreender.
4 de julho de 2009
Inspiração é saber que ainda há pessoas que trabalham por pessoas.
Com a modernização da vida, o ser humano perdeu sua característica essencial de sobrevivência, a fraternidade.
O homem, mais do que nunca, encontra-se trancado em seu mundo particular, deixa uma vida inteira passar sem nenhum propósito maior. Enclausura-se na clausura. Protege-se como pode dos perigos que as imensas cidades podem oferecer.
Mas toda essa clausura não seria uma forma de negar mais do que o outro, mas negar a si mesmo? – Repúdio enrustido sob a própria pele, sobre o próprio ser.
Creio na cultura e na arte como uma das únicas formas de levar o conhecimento às massas adormecidas pelo sono do descaso. A população brasileira dorme o sono da ignorância enquanto as nossas autoridades gozam sobre a desgraça do povo.
Não é interesse das nossas autoridades conduzir à transformação as massas tão homogêneas em seres realmente pensantes. Tudo é imposição. Cria-se uma felicidade constante, para que não possa emergir a realidade.
A arte. Ah, a arte... Os sábios pensadores do passado já proclamavam a plenitude. A arte é a mais pura, profunda e evoluída forma de educação do espírito.
----------------------------------------------------
fragmentos de 2007, pensamentos ainda constantes.
Com a modernização da vida, o ser humano perdeu sua característica essencial de sobrevivência, a fraternidade.
O homem, mais do que nunca, encontra-se trancado em seu mundo particular, deixa uma vida inteira passar sem nenhum propósito maior. Enclausura-se na clausura. Protege-se como pode dos perigos que as imensas cidades podem oferecer.
Mas toda essa clausura não seria uma forma de negar mais do que o outro, mas negar a si mesmo? – Repúdio enrustido sob a própria pele, sobre o próprio ser.
Creio na cultura e na arte como uma das únicas formas de levar o conhecimento às massas adormecidas pelo sono do descaso. A população brasileira dorme o sono da ignorância enquanto as nossas autoridades gozam sobre a desgraça do povo.
Não é interesse das nossas autoridades conduzir à transformação as massas tão homogêneas em seres realmente pensantes. Tudo é imposição. Cria-se uma felicidade constante, para que não possa emergir a realidade.
A arte. Ah, a arte... Os sábios pensadores do passado já proclamavam a plenitude. A arte é a mais pura, profunda e evoluída forma de educação do espírito.
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fragmentos de 2007, pensamentos ainda constantes.
18 de junho de 2009
escriturinhas de metrô
Naquele momento ouvira as peripécias do poeta sonoro stockhausen. O som da vida urbana coabitava na mesma caixa vital, mas sem anular a angustia poética.
O tilintar dos metais em contraponto com os atabaques africanos emergiam de uma atmosfera obscura e, colocavam-na, efemeramente, no estado sereno.
Ao fundo o piano agudo machuca os tímpanos do coração. São pontadas profundas que a cada estridência fazem-na relembrar das sensações torpes.
Mas ao final o poema completa o ciclo e abranda o questionar. A vida nunca cessa enquanto o ser não pára de buscar.
*ao som de "so far"
O tilintar dos metais em contraponto com os atabaques africanos emergiam de uma atmosfera obscura e, colocavam-na, efemeramente, no estado sereno.
Ao fundo o piano agudo machuca os tímpanos do coração. São pontadas profundas que a cada estridência fazem-na relembrar das sensações torpes.
Mas ao final o poema completa o ciclo e abranda o questionar. A vida nunca cessa enquanto o ser não pára de buscar.
*ao som de "so far"
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